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    Flores

    2025

    Um pequeno escritório na periferia do centro do Porto decidiu transformar-se numa casa. No espaço em cru, introduziu-se uma parede ao meio e uma cozinha encostada a um dos lados.

    Contraplacado tingido de foi o material escolhido para resolver os novos elementos.

    Todo o resto permaneceu intacto: caixilharia standard, pavimento falso de madeira existente, portas originais e pintura branca. A intervenção não pretende resolver os problemas da habitação, mas sim explorar a condição de habitar aquilo que nunca foi pensado para ser habitado.

    A casa de banho é parte da sala; o azulejo rejeita o limite definido por dois panos transparentes de vidro. As plantas, os objectos e as cortinas que vierem terão de se encarregar de proporcionar alguma privacidade — se assim se desejar.

    Este é um ensaio espacial sobre adaptação e liminaridade — um espaço suspenso entre o provisório e o permanente, entre escritório e casa, entre o que é suficiente e o que é necessário.