Flores
Um pequeno escritório na periferia do centro do Porto decidiu transformar-se numa casa. No espaço em cru, introduziu-se uma parede ao meio e uma cozinha encostada a um dos lados.
Contraplacado tingido de foi o material escolhido para resolver os novos elementos.
Todo o resto permaneceu intacto: caixilharia standard, pavimento falso de madeira existente, portas originais e pintura branca. A intervenção não pretende resolver os problemas da habitação, mas sim explorar a condição de habitar aquilo que nunca foi pensado para ser habitado.
A casa de banho é parte da sala; o azulejo rejeita o limite definido por dois panos transparentes de vidro. As plantas, os objectos e as cortinas que vierem terão de se encarregar de proporcionar alguma privacidade — se assim se desejar.
Este é um ensaio espacial sobre adaptação e liminaridade — um espaço suspenso entre o provisório e o permanente, entre escritório e casa, entre o que é suficiente e o que é necessário.
Local
Tipo
Equipa
Elói Gonçalves, Haritsya Putri, Mehmet Karakaya
Cliente
Private
Fotografia
Francisco Ascensão